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Simulado de Motonauta com 20 questões: o formato exato da prova

Por Equipe CarteiraNáutica ·

Vinte questões parecem pouco. É essa impressão que faz muita gente estudar o exame de Motonauta pela metade e descobrir, sentado na Capitania, que uma prova curta é menos generosa do que uma longa — porque cada questão vale mais e não há de onde compensar.

Este artigo trata só do formato: o que a NORMAM-212 estabelece sobre as 20 questões, quanto tempo você tem por questão, quantas pode errar, o que a norma diz e o que ela deliberadamente não diz sobre a distribuição dos assuntos, e como montar uma sessão de treino que reproduza esse formato em vez de só responder questões avulsas.

O que a norma estabelece

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O Anexo 3-C da NORMAM-212/DPC descreve o exame em uma frase:

"O exame constará de uma prova escrita contendo vinte questões, com a duração máxima de 1 hora e 30 minutos."

E complementa: a prova vale no máximo dez pontos, e é aprovado quem alcançar pelo menos cinco. O capítulo 3 da mesma norma acrescenta que o exame é constituído de prova escrita ou eletrônica — a caneta esferográfica azul ou preta consta entre os materiais obrigatórios justamente com a ressalva "para o caso de prova escrita".

Disso sai toda a aritmética do exame:

Questões 20
Tempo total 90 minutos
Tempo médio por questão 4 minutos e 30 segundos
Peso de cada questão 0,5 ponto
Acertos necessários 10
Erros permitidos 10

O que 20 questões mudam na estratégia

Compare com a prova de Arrais-Amador, que tem 40 questões em 2 horas para o mesmo critério de aprovação. Duas diferenças mudam como se estuda.

Cada questão pesa o dobro. Meio ponto por questão contra um quarto de ponto no Arrais. Duas questões de balizamento são um ponto inteiro — um quinto de tudo que você precisa para passar.

Não há espaço para um assunto em branco. O programa do Motonauta tem oito assuntos e a prova tem 20 questões. Mesmo com uma distribuição irregular, é matematicamente improvável que qualquer assunto do programa fique fora. Se você deixar uma frente inteira sem estudar e ela aparecer três vezes, já foram 30% da sua margem de erro, e você ainda não errou nada por descuido.

Numa prova de 40 questões dá para ter um ponto cego e sobreviver à custa do resto. Numa de 20, o ponto cego custa caro.

O tempo, em compensação, sobra. Quatro minutos e meio por questão é folgado — cerca de 50% a mais que na prova de Arrais. Quem reprova no Motonauta raramente reprova por relógio.

A distribuição das questões: o que a norma não diz

Aqui vale ser direto, porque é onde muito material inventa.

A NORMAM-212 não publica quantas questões caem de cada assunto. O Anexo 3-C lista os oito assuntos do programa e para por aí. Não existe tabela oficial de pesos, e qualquer material que apresente uma — "5 de RIPEAM, 3 de primeiros socorros" — está apresentando palpite como se fosse norma.

O que dá para afirmar com base no texto é mais modesto e mais útil: três das oito alíneas tratam de tráfego e manobra. Luzes de navegação, luzes especiais e regras de governo (alínea a), RIPEAM-72 com ênfase em regras de manobra e preferência (alínea f) e manobras de condução, aproximação e afastamento da margem ou praia (alínea g). Um programa que dedica três de oito entradas ao mesmo eixo está sinalizando onde mora o risco da atividade — e é uma aposta razoável de estudo, sem precisar fingir que existe um número oficial.

Os outros cinco assuntos são balizamento IALA região "B" e sinais, primeiros socorros, LESTA e as infrações da RLESTA, noções de sobrevivência no mar e meteorologia. O detalhe do que cada um cobra está no artigo sobre o simulado de Motonauta.

Como montar uma sessão de treino no formato

Responder questões soltas no intervalo do almoço é útil para aprender. Não é útil para saber se você passaria. Para isso, a sessão precisa reproduzir as condições:

  1. Vinte questões de uma vez, não cinco. A fadiga da questão 17 é parte do que se treina.
  2. Cronômetro em 90 minutos. Mesmo que você termine em 40 — e provavelmente vai —, o relógio correndo muda como você decide entre duas alternativas plausíveis.
  3. Sem consulta nenhuma. Nem norma, nem apostila, nem uma olhadinha. A nota que interessa é a nota sem consulta.
  4. Sem pausa. Prova não tem pausa.
  5. Só depois de fechar, a correção. Ler o comentário no meio contamina o resto da sessão.

Uma dica de ritmo que vale para o dia: não gaste os 4 minutos e meio em ordem. Passe rápido pelas que você sabe, marque as duvidosas e volte. Questão difícil vale exatamente o mesmo meio ponto que a fácil, e travar em uma no começo é o jeito mais comum de perder três no fim.

Depois da sessão: onde olhar

Nota geral numa prova de 20 questões é um número grosseiro. Onze acertos e nove acertos parecem quase iguais e são aprovação e reprovação.

O que importa é a distribuição dos erros pelos assuntos. Errou três de RIPEAM? Isso não é azar, é uma frente do programa que você não domina — e ela é uma das três alíneas de tráfego e manobra, ou seja, tem chance alta de reaparecer. Errou uma de meteorologia? Provavelmente é ruído.

É por isso que o simulado aqui devolve o resultado separado por unidade do programa, e não só a nota. E é por isso que cada questão vem com o comentário citando o dispositivo — a NORMAM-212, o RIPEAM-72, a RLESTA — de onde a regra saiu. Como não existe prova anterior oficial de Motonauta para consultar, o endereço da regra é a única evidência de que a questão não foi inventada.

Duas regras práticas do dia da prova

Leve o que a norma pede. Protocolo da inscrição, documento oficial de identificação e caneta esferográfica azul ou preta. Nada de material de desenho — isso é exame de Capitão-Amador.

Não conte com uma segunda chance barata. A norma é explícita: a GRU paga pelo candidato reprovado ou que faltou à prova não pode ser reutilizada. Quem quiser tentar de novo faz nova inscrição e paga de novo. Numa prova em que você precisa de 10 acertos em 20, chegar com dois assuntos sólidos e seis vagos é apostar dinheiro numa margem que não existe.

FAQ

Quantas questões tem a prova de Motonauta?

Vinte questões, com duração máxima de 1 hora e 30 minutos, segundo o Anexo 3-C da NORMAM-212/DPC.

Quantas questões posso errar na prova de Motonauta?

Dez. A prova vale 10 pontos, cada questão vale 0,5 ponto e a aprovação exige pelo menos 5 pontos — ou seja, 10 acertos em 20.

Quanto tempo tenho por questão?

Noventa minutos divididos por 20 questões dão 4 minutos e 30 segundos por questão. É um ritmo folgado; a maioria dos candidatos termina antes.

Quantas questões de cada assunto caem?

A norma não informa. O Anexo 3-C lista os oito assuntos do programa e não publica distribuição. Material que apresenta uma tabela de pesos oficiais está apresentando estimativa como norma.

A prova de Motonauta é no papel ou no computador?

Depende da Capitania. A norma prevê prova escrita ou eletrônica, e a caneta azul ou preta é exigida com a ressalva expressa "para o caso de prova escrita".

A prova de Motonauta é mais fácil que a de Arrais?

O programa é menor e o ritmo mais folgado, mas cada questão pesa o dobro e não sobra espaço para um assunto em branco. As diferenças entre os dois exames estão detalhadas no artigo sobre simulado de Arrais e Motonauta.

Resumo

O exame de Motonauta são 20 questões em 90 minutos: 4 minutos e meio por questão, meio ponto cada, 10 acertos para passar. O tempo é folgado e raramente é o que reprova.

O que reprova é o buraco. Numa prova curta, uma frente inteira do programa que você não abriu consome de uma vez boa parte da margem, e não há de onde compensar. Como a norma não publica a distribuição das questões, a leitura honesta é olhar o programa: três das oito alíneas tratam de tráfego e manobra, e é o eixo com melhor retorno por hora estudada.

Treine no formato — 20 de uma vez, cronômetro em 90 minutos, sem consulta — e olhe onde os erros se concentram, não a nota.


Treine no ritmo da prova. Faça um simulado grátis de Motonauta — resultado por assunto do programa e a norma citada em cada resposta.

CarteiraNáutica

Por Equipe CarteiraNáutica

Escrevemos sobre a habilitação náutica amadora da Marinha — Arrais-Amador, Motonauta, Mestre-Amador — sempre com a norma de origem citada na resposta.

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